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Mesmo com efetivo reduzido, servidores penitenciários trocam tiros e evitam fuga de presos de facção em Venâncio Aires

O presidente da Amapergs Sindicato, Saulo Felipe Basso dos Santos, aponta a falta de efetivo e o atraso na regulamentação da Polícia Penal como motivos para a ocorrência na casa prisional de Venâncio Aires, na madrugada de domingo ((23/05). Mesmo diante de todas as dificuldades, servidores penitenciários se envolveram em forte troca de tiros com bandidos e evitaram a fuga. O presidente da entidade esteve na Penitenciária Estadual de Venâncio Aires (Peva), nesta segunda-feira (24/05), junto com o Vice-presidente do Sindicato, Cláudio Dessbesell.

Segundo o presidente da Amapergs Sindicato, Saulo Felipe Basso dos Santos, essa é uma das casas mais bem estruturadas do Rio Grande do Sul. O dirigente espera que o evento faça o Governo do Estado dar mais atenção aos servidores penitenciários e à Susepe. Para ele, é preciso mais servidores e armamentos mais pesados. No ataque a PEVA, os criminosos estavam com fuzil 762 e 556 e os servidores penitenciários com pistola .40 e espingardas calibre 12. E mesmo assim, afirma Saulo, os servidores da PEVA não deixaram os criminosos fugirem.

“Agora imagina o que essas facções estão dispostas a fazer! Pensa nas casas prisionais onde a estrutura é mais precária? Por isso a importância da regulamentação da Polícia Penal. Por isso a necessidade de reforçar o efetivo, chamando os aprovados em concurso para servidores penitenciários”, destaca.

Uma tentativa de resgate de um preso na madrugada deste domingo (23/05), em Venâncio Aires, no Vale do Rio Pardo, resultou num intenso tiroteio. Cerca de 10 criminosos com armas de grosso calibre, como fuzis, tentaram invadir a Penitenciária Estadual de Venâncio Aires (Peva), mas foram afugentados a tiros por servidores penitenciários de plantão.

De acordo com o presidente da Amapergs Sindicato, Saulo Felipe Basso dos Santos, o fato ocorrido em Venâncio Aires também chama atenção para os plantões dos servidores penitenciários.

“Porque existe um plantão de 24 horas? Geralmente, casos como esse que ocorreu em Venâncio Aires são planejados durante o dia, como motins e rebeliões. Por isso é importante que os servidores penitenciários fiquem 24 horas dentro da casa prisional. Às vezes, é uma conversa diferente que os presos estão tendo, um barulho estranho na cela. Isso justifica nosso plantão de 24 horas, o qual muitas vezes os governos pensam em rediscutir”, destaca o dirigente.

Outra questão, segundo Saulo, é a falta de efetivo e a regulamentação da Polícia Penal. A medida contribuirá para proporcionar ainda mais força para os servidores penitenciários na gestão das casas prisionais. Ainda de acordo com o dirigente, a Susepe precisa proporcionar que o efetivo noturno seja o mesmo do diurno. O fato ocorrido na PEVA, de acordo com a direção da Amapergs, comprova que essa visão de mercado, do setor privado, peca na preservação da qualidade do serviço, visando exclusivamente a economia, o que pode custar caro para a sociedade. O sistema penitenciário, defende a entidade, é parte essencial da segurança pública, garantindo a efetividade da atividade das outras polícias.

“Tudo isso que ocorreu na PEVA, em Venâncio Aires, se dá porque o RS não possui uma casa prisional de alta segurança. Por mais que falem que a PASC é de alta segurança, ela não está habilitada tecnicamente e estruturalmente para tal. O grande problema é falta de estrutura das cadeias, falta de efetivo, falta de armamento, que o Estado não fornece”, detalha o Vice-presidente da Amapergs Sindicato, Cláudio Dessbesell.

Após aprovação de emenda constitucional pelo Congresso Nacional, em 2019, os servidores penitenciários serão equiparados às demais polícias, sem acréscimo salarial, podendo realizar boletim de ocorrência, termo circunstanciado e operações de busca e recaptura. Além disso, os servidores penitenciários, que serão transformados em policiais penais, receberão armamento do Estado. Todavia, a emenda constitucional precisa ser regulamentada pelos estados e o Rio Grande do Sul, que é um dos mais atrasados nesse processo, sendo que o texto sequer foi protocolado na Assembleia Legislativa pelo Palácio Piratini. A Procuradoria-geral do Estado (PGE) analisa o tema há mais de dois meses e não se tem notícia de avanço.

Até fim do mês, Governo deve posicionar-se sobre pautas definidas em Assembleia dos servidores penitenciários

Após se recusar a receber os servidores penitenciários nesta terça-feira (18/05), o Governo do Estado realizou audiência com a direção da Amapergs Sindicato, nesta quarta-feira (19/05), no fim da manhã, no Palácio Piratini. Participaram o Secretário Chefe da Casa Civil, Artur Lemos, o Secretário Estadual da Administração Penitenciária (Seapen), Mauro Hauschild, e o Deputado Estadual Tenente Coronel Zucco (PSL), que apoiou os servidores penitenciários ao intermediar a reunião.

Cerca de 500 servidores penitenciários participaram de Assembleia Geral Extraordinária da categoria, na terça-feira (18/05). Após, os servidores realizaram passeata até o Palácio Piratini e tentaram entregar documento ao Governo com as deliberações da categoria durante a Assembleia, mas o Governador Eduardo Leite negou-se a receber os servidores penitenciários.

Durante a audiência desta quarta-feira (19/05), o Governo comprometeu-se a dar uma posição oficial à Amapergs Sindicato até o dia 31 de maio sobre as principais pautas da categoria. Os servidores penitenciários reivindicam a regulamentação imediata da Polícia Penal e que o sistema penitenciário volte para a Secretaria Estadual da Segurança Pública (SSP).

“Não podemos deixar de respeitar o que foi deliberado na Assembleia da categoria. Colocamos isso claramente para o Governo. Mostramos nossa posição sobre Polícia Penal e sobre a estruturação da nova secretaria. Por outro lado, precisamos aguardar o retorno do Governo do Estado no que se refere às pautas dos servidores penitenciários”, ressaltou o presidente da Amapergs Sindicato, Saulo Felipe Basso dos Santos.

Os representantes do Governo também adiantaram à direção da Amapergs Sindicato que algumas obras de casas prisionais que estão paradas devam ser retomadas e agilizadas. Isso, segundo o Secretário Chefe da Casa Civil, Artur Lemos, o Secretário Estadual da Administração Penitenciária (Seapen), Mauro Hauschild, pode propiciar o chamamento de mais aprovados no segundo semestre.

Polícia Penal

Após aprovação de emenda constitucional pelo Congresso Nacional, em 2019, os servidores penitenciários serão equiparados às demais polícias, sem acréscimo salarial, podendo realizar boletim de ocorrência, termo circunstanciado e operações de busca e recaptura. Além disso, os servidores penitenciários, que serão transformados em policiais penais, receberão armamento do Estado. Todavia, a emenda constitucional precisa ser regulamentada pelos estados e o Rio Grande do Sul é um dos mais atrasados nesse processo, sendo que o texto sequer foi protocolado na Assembleia Legislativa pelo Palácio Piratini. A Procuradoria-geral do Estado (PGE) analisa o tema há mais de dois meses e não se tem notícia de avanço.

Nova secretaria

A Amapergs Sindicato também revela sua contrariedade no que se refere à estruturação da nova secretaria que, se aprovada pela Assembleia Legislativa, passará a abarcar o sistema prisional. Umas das principais inconformidades da categoria dos servidores penitenciários reside no fato de que a estrutura da nova Secretaria, de forma autoritária, misturou atividades com naturezas e objetivos diferentes. Isto é, agora, numa mesma pasta estão servidores celetistas e estatutários, servidores que trabalham armados com servidores que têm impedimentos legais de portar qualquer armamento, como no caso dos trabalhadores que atuam na FASE, por imposição do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Em passeata pelo centro de Poa, centenas de servidores penitenciários cobram regulamentação da polícia penal e retorno para Secretaria Estadual da Segurança Pública

Cerca de 500 servidores penitenciários participaram de Assembleia Geral Extraordinária da categoria, na terça-feira (18/05). Realizada em local aberto no estacionamento da ADVB, em Porto Alegre, a Assembleia contou com todas as medidas sanitárias como medicação de temperatura, distanciamento social, distribuição de álcool gel e utilização de máscara. Após, os servidores realizaram passeata até o Palácio Piratini e tentaram entregar documento ao Governo com as deliberações da categoria durante a Assembleia, mas o Governador Eduardo Leite negou-se a receber os servidores penitenciários. A categoria reivindica a regulamentação imediata da Polícia Penal e que o sistema penitenciário volte para a Secretaria Estadual da Segurança Pública. Decidiram ainda aguardar até 1 de junho uma posição oficial do Governo do Estado sobre essas questões e que se não obtiverem o retorno esperado, iniciarão uma série de protestos. Há possibilidade inclusive de paralisações.

A categoria, que já está vacinada, reivindica também a recomposição das perdas inflacionárias, revisão do decreto com as promoções dos servidores penitenciários (avanços na carreira que levam em conta tempo de serviço e qualificação) e chamamento de aprovados em concurso público, haja vista o déficit de servidores e o acúmulo de funções nas casas prisionais, o que prejudica a segurança do sistema penitenciário.

“Tivemos uma presença muito representativa da categoria, com colegas de todas as regiões do Estado e diversas casas prisionais. De forma democrática e transparente, todos os colegas puderam participar e opinar com uma votação final sobre todos os temas elencados no edital de convocação da Assembleia. Algumas por unanimidade e outras por maioria absoluta, o retorno do sistema penal para SSP, regulamentação urgente da polícia penal e a revisão do texto do decreto das promoções são as principais demandas dos servidores penitenciários aprovados pela categoria”, salientou o presidente da Amapergs Sindicato, Saulo Felipe Basso dos Santos.

Após aprovação de emenda constitucional pelo Congresso Nacional, em 2019, os servidores penitenciários serão equiparados às demais polícias, sem acréscimo salarial, podendo realizar boletim de ocorrência, termo circunstanciado e operações de busca e recaptura. Além disso, os servidores penitenciários, que serão transformados em policiais penais, receberão armamento do Estado. Todavia, a emenda constitucional precisa ser regulamentada pelos estados e o Rio Grande do Sul é um dos mais atrasados nesse processo, sendo que o texto sequer foi protocolado na Assembleia Legislativa pelo Palácio Piratini. A Procuradoria-geral do Estado (PGE) analisa o tema há mais de dois meses e não se tem notícia de avanço.

A Amapergs Sindicato também revela sua contrariedade no que se refere à estruturação da nova secretaria que, se aprovada pela Assembleia Legislativa, passará a abarcar o sistema prisional. Umas das principais inconformidades da categoria dos servidores penitenciários reside no fato de que a estrutura da nova Secretaria, de forma autoritária, misturou atividades com naturezas e objetivos diferentes. Isto é, agora, numa mesma pasta estão servidores celetistas e estatutários, servidores que trabalham armados com servidores que têm impedimentos legais de portar qualquer armamento, como no caso dos trabalhadores que atuam na FASE, por imposição do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

 

 

Vem para a luta Servidor Penitenciário!

Servidores Penitenciários, vamos para a luta!

 

Terça-feira, 18/05, é dia de impor respeito!

É um chamado a todos nós que sempre alegamos não receber dos governos e das outras polícias o respeito que merecemos.

 

Vamos lutar pela POLÍCIA PENAL e por estar onde o art. 144 da Constituição Federal nos garante, que é a SEGURANÇA PÚBLICA!

 

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Atestado Sindical

ATESTADO SINDICAL

 

Conforme publicação anterior, referente ao Atestado Sindical, lei 10.098, artigo 64, inciso XVI:

 

“São considerados de efetivo exercício os afastamentos do servidor em virtude de participação de assembléia  e atividades sindicais”.

 

Todos os colegas estão cobertos no deslocamento e na atividade sindical sem precisar compensar horário de trabalho.

 

Segue parecer da Susepesepe

Amapergs Sindicato convoca servidores penitenciários para Assembleia Geral Extraordinária, terça (18/05)

Os servidores penitenciários do Rio Grande do Sul estão convocados para Assembleia Geral Extraordinária da categoria, na terça-feira (18/05) com primeira chamada às 9h30 e segunda às 10h. A Assembleia da categoria ocorrerá no Estacionamento da ADVB (Avenida Edvaldo Pereira Paiva 1505, Bairro Praia de Belas), em Porto Alegre. A pauta será:

1. Possíveis mudanças na SEAPEN e suas consequências.
2. Regulamentação da Polícia Penal.
3. Promoções.
4. Assuntos gerais.

Medidas de segurança sanitária

Todas as medidas de segurança sanitária, tais como a utilização de álcool gel nas mãos, luvas, máscara de boca e nariz e distanciamento físico de dois metros deverão ser obedecidas pelos participantes. Será realizada a medição de temperatura de todos os participantes por uma enfermeira contratada pela Amapergs Sindicato.

A Assembleia Geral Extraordinária dos servidores penitenciários é convocada na forma presencial devido ao fato de todos os convocados já terem sido vacinados por força da essencialidade da profissão.

Novo secretário recebe Amapergs, que cobra agilidade na solução para problemas que se agravam no sistema prisional

A estrutura da nova secretaria, o déficit funcional, promoções e regulamentação da Polícia Penal foram as pautas abordadas pela Amapergs Sindicato junto com o Secretário Estadual da Administração Penitenciária (Seapen), Mauro Hauschild, nesta quarta-feira (12/05). Na ocasião, a entidade também comunicou ao titular da pasta a Assembleia Geral Extraordinária que a categoria realizará na próxima terça-feira (18/05).

“Reafirmamos a função principal do Sindicato de defender a categoria que representa e salientamos que trabalhamos para impedir a retirada e/ou redução das conquistas dos Servidores Penitenciários do RS”, destacou o presidente da Amapergs Sindicato, Saulo Felipe Basso dos Santos.

Sobre as promoções (avanços na carreira dos servidores por tempo de serviço, qualificação, entre outros), a Amapergs Sindicato salientou a insatisfação da categoria representada pela entidade com o atraso na publicação do decreto. Os dirigentes sindicais reforçaram que os servidores penitenciários, desde o início da pandemia, em nenhum momento deixaram de atuar na linha de frente. Desse modo, ressaltou a entidade ao novo secretário, nada mais justo que haver uma valorização da categoria.

A entidade buscou ainda sensibilizar Hauschild quanto ao atraso do RS na regulamentação da Polícia Penal. Após aprovação de emenda constitucional pelo Congresso Nacional, em 2019, os servidores penitenciários serão equiparados às demais polícias, sem acréscimo salarial, podendo realizar boletim de ocorrência, termo circunstanciado e operações de busca e recaptura. Além disso, os servidores penitenciários, que serão transformados em policiais penais sem acréscimo de salário, receberão armamento do Estado. Todavia, a emenda constitucional precisa ser regulamentada pelos estados e o Rio Grande do Sul é um dos mais atrasados nesse processo, sendo que o texto sequer foi protocolado na Assembleia Legislativa pelo Palácio Piratini. A Procuradoria-geral do Estado (PGE) analisa o tema há mais de dois meses e não se tem notícia de avanço.

O déficit de servidores penitenciários foi outra pauta abordada durante a agenda com o secretário. A entidade detalhou o cenário segundo o qual inúmeros servidores passaram a acumular funções e atribuições nas casas prisionais. Ao mesmo tempo, o Sindicato lembrou que aprovados em concurso público, aptos a assumirem suas funções, aguardam nomeação que não é assinada pelo Governo do Estado. Assim, a entidade cobrou um cronograma de nomeações como forma de aplacar a falta de servidores que se agravou devido a pandemia de coronavírus.

Por fim, a Amapergs Sindicato revelou sua contrariedade no que se refere à estruturação da nova secretaria que, se aprovada pela Assembleia Legislativa, passará a abarcar o sistema prisional. Umas das principais inconformidades da categoria dos servidores penitenciários reside no fato de que a estrutura da nova Secretaria, de forma autoritária, misturou atividades com naturezas e objetivos diferentes. Isto é, agora, numa mesma pasta estão servidores celetistas e estatutários, servidores que trabalham armados com servidores que têm impedimentos legais de portar qualquer armamento, como no caso dos trabalhadores que atuam na FASE, por imposição do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).