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“Vamos ter que ir se virando do jeito que dá” Afirmou a Superintendenta da Susepe na AL-RS Nesta Segunda (03)

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“Hoje, não tenho o que dizer para o senhores. Estaria mentindo se dissesse que vamos esvaziar as delegacias. Não temos condições de colocar todos esses presos dentro do sistema. A solução são novos estabelecimentos e eles levam tempo. Parar de prender não dá, então a gente vai ter que ir se virando do jeito que dá”. Essas foram as palavras da superintendente da Susepe (Superintendência dos Serviços Penitenciários ), Marli Anne Stock, diante de uma plateia composta majoritariamente por policiais civis, na Comissão Especial de Segurança Pública da Assembleia Legislativa, na tarde desta segunda-feira (03).

Em uma sessão realizada para ouvir os servidores da segurança pública e a realidade enfrentada por eles em meio a uma das piores crises do setor, no Rio Grande do Sul, a fala da representante da Susepe – que afirmou “não dormir, fazendo a gestão de vagas” – deixou claro que o sistema entrou em colapso. A pauta planejada para falar sobre políticas públicas, sucateamento de viaturas, acúmulo de funções de policiais, cotidiano entre superlotação e facções, acabou orbitando especialmente na situação das carceragens de delegacias.

“Não é da nossa vontade que presos permaneçam em delegacias, sabemos das dificuldades que a Polícia Civil enfrenta para fazer um trabalho que não é o dela”, reconheceu Marli, apontando que a crise atual é resultado do ingresso no sistema de 6 mil presos em dois anos, sem haver aumento significativo no número de vagas ou mudanças de infra-estrutura. “A mesma situação que a Polícia Civil e a Brigada Militar estão enfrentando, nós também enfrentamos. Tivemos um número de aposentadorias absurdo”.

Os mesmos relatos, os mesmos problemas, as mesmas questões debatidas pela comissão em uma sessão no dia 14 de fevereiro, voltaram a ser repetidos na sessão de hoje. Há pouco mais de 40 dias, Marli falava sobre recursos encaminhados pelo governo federal e o centro de triagem que seria inaugurado em poucos dias e poderia remediar o caos. Na prática, o CT entregue no dia 20 de fevereiro com 84 vagas abriga agora apenas 20 presos. Por um “erro de cálculo”, como chamou Marli, a construção não levou em consideração a necessidade de se colocar uma grade de contenção nas celas.

Sem a solução em pleno funcionamento, o problema voltou para o local de onde nunca saiu: as delegacias de polícia. A delegada Nadine Anflor voltou a afirmar que a superlotação nas carceragens é a preocupação “número 1” da Associação dos Delegados de Polícia do Estado.

Nadine lembrou que 15 dias antes esteve em uma audiência pública, da mesma comissão, relatando problemas na Delegacia de Pronto Atendimento de Canoas. Relato que ela também havia trazido na audiência de fevereiro. O último cenário que ela encontrou, nesta semana, foi ainda pior. “Não consigo aceitar que não tenha solução, tem que ter. Vejo e reconheço a dificuldade da Susepe, mas vejo a situação dos colegas também”, afirmou ela.

“Tem solução! A solução passa por investimentos na geração de vagas e na contratação de mais servidores para a SUSEPE. Passa também por escutar aqueles que trabalham na área. Muitos dos problemas enfrentados diariamente pela PC e BM seriam significativamente amenizados se o Sistema Prisional fosse levado a sério. Chega de soluções paliativas e medidas midiáticas! O uso do “Trovão Azul” e a construção de Centros de Triagem foram medidas que evidentemente não resolveriam o problema conforme já apontavamos e que na fala da superintendente mostra a grave e preocupante situação que chegamos! ” pondera o presidente da AMAPERGS SINDICATO Flavio Berneira.

#AmapergsNaLuta

 

DSE/NSD | Reunião Setorial Referente as Promoções Atrasadas, VTRs Novas Paradas e Plc 245

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Amapergs Sindicato promoveu na tarde de hoje (23) reunião setorial no DSE/NSD – Divisão de Segurança e Escolta – da SUSEPE. Na ocasião esteve representada pelos diretores Marcos Correa e Rodrigo Kist. Também participaram os Del. Sindicais daquela divisão Guilherme Moro e Fábio Miranda.

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Essa reunião foi reivindicada pelos colegas do DSE no sentido buscar informações a respeito dos injustificáveis atraso das promoções na SUSEPE, a morosidade na liberação de 14 viaturas novas que encontram-se paradas, enquanto centenas de audiência não são apresentadas, justamente, pela precariedade extrema das atuais Vtrs disponíveis e pelo repúdio total ao PLC 245 do Governo.

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#AmapergsNaLuta

ATENÇÃO | Fenaspen Decide por Estado de Greve e Paralisação Nacional do Sistema Prisional

 

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1. A federação sindical nacional dos servidores penitenciários (Fenaspen), representante dos agentes penitenciários em todo o território brasileiro nas demandas de cunho nacional, decidiu, durante reunião extraordinária do conselho deliberativo ocorrida na manhã desta quinta-feira (9) em Brasília(DF), que a categoria estará a partir de agora em estado de greve permanente e irá realizar um movimento paredista de atividades realizadas nas unidades prisionais em todo o país no dia 15/03/2017.

2. Os agentes penitenciários reivindicam a aprovação da emenda constitucional n° 308/2004, que cria a polícia penal no âmbito da união, dos estados e do distrito federal. A PEC tramita há mais de uma década na câmara dos deputados, porém ainda não tem previsão para votação da matéria, a qual foi a diretriz mais votada por diversos segmentos sociais quando ocorreu a conferência nacional de segurança pública, em 2009, sendo considerada pela Fenaspen como uma das medidas que devem ser adotadas, prioritariamente, para solucionar problemas relacionados à insegurança existente nas unidades prisionais, com reflexos na segurança social.

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3. A polícia penal representa um marco regulatório institucional das atividades exercidas no âmbito do sistema prisional, possibilitando que sejam exercidas atribuições, de forma profissionalizada, padronizada e integrada com outros órgãos de segurança pública, que coíbam a prática de crimes a partir das unidades prisionais, garantindo assim segurança jurídica aos profissionais.

4. A Fenaspen considera que a explosão da crise no sistema prisional é decorrente da histórica omissão estatal em relação ao sistema. A não votação da PEC 308/2004 é uma prova concreta disso. O agigantamento do sistema prisional, somado à omissão estatal, contribuiu para a perda de controle do estado sobre o sistema, resultando em práticas criminosas que subvertem a ordem e a segurança pública, ampliando os riscos para os agentes penitenciários no seu labor cotidiano. Por isso, torna-se urgente a adoção de medidas que proporcionem um maior controle do estado e evite que novas tragédias venham ocorrer, a segurança social seja afetada e a imagem do país manchada a nível internacional.

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5. O movimento pela aprovação da PEC 308/2004 iniciará com uma paralisação de 24h no dia 15/03/2017, caso não seja definida a votação da proposta. Posteriormente será realizada uma paralização de 48h, seguida de outra de 72h e uma greve geral nacional por tempo indeterminado. A federação decidiu também que será realizada nova reunião em 22/03/2017 para avaliar o movimento e definir as novas datas de paralisação e da greve.

 

6. A Fenaspen informa que será produzido um material padronizado específico para o movimento paredista e que a comunicação oficial às instituições pertinentes será encaminhada pela federação para que os sindicatos filiados em todo o país possam protocolar junto às autoridades constituídas. Por fim, a Fenaspen solicita que as entidades filiadas repassem às suas respectivas bases o inteiro teor dessa decisão.

#AmapergsNaLuta
Boa luta a todos!

 

Onde Estão os Defensores das Privatizações do Sistema Prisional no RS?

Por Marcos Correa:

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‘Se alguém quiser saber o nível de civilização de uma sociedade, basta conhecer o seu sistema prisional’

Fiodor Dostoiévski

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A rebelião no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj) em Manaus, desnuda mais uma vez a verdade que ninguém quer ver e que há muito vem sendo denunciada por nós sindicalistas ligados a área dá segurança pública. Qual seja, o esgotamento total do atual modelo de gestão, se é que existe um, do sistema prisional em nível nacional e estadual.

Ganhamos às primeiras páginas dos principais jornais do país inclusive da ZH que há anos faz campanha contra a SUSEPE e a favor da privatização no sistema prisional gaúcho da forma mais irresponsável possível. Agora, silêncio! Enfim, colunistas opinam, gráficos explicam, especialistas analisam e operadores do sistema são ouvidos. Contudo, não há um parágrafo sequer informando, definitivamente, que o Compaj é administrado pela iniciativa PRIVADA.

No caso do grupo RBS, li uma linha em que ZH cita em uma das sua matéria uma atividade, muito vaga, da Agência Brasil nesse sentido, leiam: ‘Procurada pela Agência Brasil, a empresa Umanizzare, contratada pelo governo para administrar a unidade, não comentou a situação’, ZH 02/01/2017. Vejam o grau de escárnio com a opinião pública, que por abvio, não é por acaso, pois privatizar para o grupo RBS e o governo Sartori/PMDB seria a solução para o caos no sistema prisional gaúcho. Inclusive como promessa de campanha da coligação ‘Todos pelo Rio Grande’ que prometia privatizações no sistema penal.

Grande parte do que ocorre no sistema prisional é simplesmente atribuído às guerras de facções como vimos em Manaus. Ora, esse é o maior atestado de incompetência possível. Analizemos, como assimilar essa informação? Impossível, pois se partirmos dessa premissa, a sociedade deveria reclamar, não dos gestores, políticos e Judiciário, mas sim, dos líderes das facções como PCC, CV, BALA e ANTI-BALA por eles gerirem mal, não manter a ordem dentro do sistema prisional brasileiro e possibilitarem esses tipos de atrocidades. Lamentável, mas é dessa forma irresponsável que a imprensa, salvo raras exceções, vem abordando a bomba relógio que é o sistema prisional gaúcho e brasileiro.

Dentro dessas honrosas exceções, está a informação divulgada pelos Jornalistas Livres:

” O governador do Amazonas, José Melo (Pros), firmou em 2015 um “contrato de R$ 205,9 milhões para concessão de cinco unidades prisionais por 27 anos, prorrogáveis até o limite de 35 anos”. O contrato é com o “Consórcio Pamas – Penitenciárias do Amazonas, a Umanizzare Gestão Prisional e Serviços e a LFG Locações e Serviços Ltda”.

O texto diz ainda que “a Umanizzare, que em 2014 recebeu do governo amazonense R$ 137.284.505,62, prometia, como o seu nome já diz em italiano, ‘Humanizar’ os detentos”, e que a empresa, ao assumir a unidade na qual, ontem, presos foram decapitados, também esquartejados, tinha “o intuito de empregar diversas práticas e ações já desenvolvidas em outras unidades prisionais geridas por ela e que amenizam a condição de cárcere do detento”.

As informações divulgadas pelos Jornalistas Livres vêm insinuadas, apenas, no pé da matéria do Valor, abaixo do entretítulo em negrito que fala em “R$ 900 milhões para entidades”. “O governador foi indagado sobre os pagamentos de cerca de R$ 900 milhões entre 2010 e 2016 para duas entidades de direito privado que passaram a administrar presídios do Amazonas”, informa o texto, que em seguida vem com a justificativa de José Melo para a medida, algo sobre garantir a comida dos detentos, até que sem nome de empresa nem contrato específico, a matéria termina.”

Outra mazela que envolve qualquer tipo de privatização, é a promiscuidade entre o público e o privado. O popular, toma lá dá cá! Na prática, é mais um canal de possibilidades pra o desvio do dinheiro público para o setor privado. Com grande margem para descaminhos. Através  de políticos corruptos e carreiristas que vão, das formas mais nefastas, garantir recursos para campanhas e a manutenção dessas aberrações que são as privatizações de atividades exclusivamente de Estado. Hoje reclamada para o mercado por liberais de pouca estatura aqui no RS.

No caso de Manaus, no massacre de Compaj, não podia ser diferente, é exatamente esse o modus operandi que facilitou o massacre de 56 presos no último final de semana. É notícia já, que os acionistas da Umanizzare Gestão Prisional e Serviços LTDA, Regina Celi Carvalhães de Andrade e Arleny Oliveira de Araújo, doaram 212 mil reais ao Dep.Carlos Souza (PSD/AM) que inclusive já foi até Vice-prefeito de Manaus e atualmente é Presidente da Junta Comercial do Estado do Amazonas nomeado em 2015 pelo atual governador, José Melo (Pros). Claro que tudo dentro da lei as doações, mas da forma mais imoral e suja que possamos imaginar.

Enfim, todo o ataque despropositado, simplista e desprovido de fundamentos lógicos de alguns setores da sociedade gaúcha que ouvimos na semana que antecedeu a tragédia de Manaus. Contrasta hoje com um silêncio infantil de gente irresponsável e oportunista que perdeu a oportunidade de ficar calado. Não tem solução simples, o problema é complexo e os atores desse palco de horrores são muitos mas, todos precisamos ouvir e ser ouvidos. Para só assim construir uma alternativa de mudança para essa realidade e que seja factível. Só assim, talvez, possamos evitar o que vimos em Pedrinhas, Manaus, Florianópolis, São Paulo e tantos outros lugares. Não queremos que aconteca qui no nosso sistema prisional gaúcho nenhuma barbari. É hora de atitudes e responsabilidade de todos envolvidos.

Marcos Correa

Diretor de Comunicação Amapergs Sindicato

ZERO HORA| Suspensão da Greve não vai Desmobilizar a Categoria, Afirma Lider dos Servidores Penitenciários RS

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Até a manhã desta quinta-feira o presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários (Amapergs), Flávio Berneira, não havia sido notificado pela Justiça sobre a decisão liminar em favor da Secretaria da Segurança Pública considerando ilegal a greve iniciada há dois dias pelos agentes penitenciários no Rio Grande do Sul. A decisão da tarde de quarta-feira, definida pelo desembargador Ricardo Hermann, determina a suspensão do movimento e multa diária de R$ 50 mil a cada dia de descumprimento.

— Nós ainda não fomos notificados, e quando isso acontecer, vamos estudar o caso. Mas independentemente disso, a mobilização da categoria não vai enfraquecer. O governo se engana ao pensar que vai abafar as nossas reivindicações pela via judicial. O que vai acontecer é exaltar ainda mais os ânimos — garante o representante da categoria.

Mesmo que a greve seja encerrada, Berneira afirma que os agentes poderão se manifestar por outras formas, como impedir audiências ou mesmo se negarem a trabalhar em casas prisionais sem Planos de Prevenção Contra Incêndios (PPCI). No Presídio Estadual de Getúlio Vargas, onde quatro presos morreram na quarta em um incêndio, por exemplo, não há este plano.

Mobilização continua 

Conforme o balanço da Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe) atualizado na manhã desta quinta-feira, na região central do Estado há piquetes de agentes em frente ao Presídio Estadual de Santa Maria. A situação no local é tensa.

Na Penitenciária Modulada de Charqueadas e no Presídio Estadual de Charqueadas, os agentes prometem impedir a entrada de visitantes enquanto a Amapergs não for notificada da decisão judicial de quarta.

Segundo ele, os agentes são irredutíveis. A pauta do movimento é a exigência de retirada do projeto que altera os turnos de trabalho nas penitenciárias do Estado e faz parte do pacote de medidas do governo estadual em análise na Assembleia Legislativa. A medida ainda não foi votada.

— O que queremos é mais discussão sobre esse tema. O governo incluiu esse projeto e não ouviu a categoria — lamenta Flávio Berneira.

Atualmente os agentes penitenciários trabalham em plantões de 24 horas por 72 horas de descanso. Pela proposta, eles fariam turnos de oito horas diárias.

 

REBELIÕES| Servidores Penitenciario RS, Protejam Suas Vidas! Cumpram Todos os Protocolos de Segurança que Orientam a Atividade Penitenciária


Informamos a sociedade gaúcha, que todas as exigências formais junto às autoridades competentes para evitar o que todos sabemos que poderia acontecer, foram rigorosamente cumpridas! Lamentamos que não nos deram crédito pois essa é uma TRAGÉDIA anunciada, que tanto gritamos para evitar.

Até agora zero políticas afirmativas pra os Sistema Prisional RS, muito pelo contrário, o que o governo apresenta é ataques a quem trabalha há muito pra evitar o pior! Os Servidores Penitenciários vem trabalhando, faz tempo, acima da sua capacidade humana e material.

Além dos problemas já conhecido; super lotação, precarização de estruturas, falta de servidores e falta de vagas. Além da falta de respeito com os servidores da SUSEPE já que até agora não saiu nossas promoções e está, injustificadamente, nas mão do secretário de segurança RS. Na foto, complexo de Charqueadas e complexo de Canoas além de mais 10 presídios no Estado que também registram rebeliões.

Reforçamos família Susepana, mantenham a calma e PROTEJAM suas vidas, todos os PROTOCOLOS DE SEGURANÇA da atividade penitenciária, deve ser RIGOROSAMENTE Cumpridos!

Que Deus nos proteja. Compartilhem!

#AmapergsNaLuta

Projeto que ameaça Tabela de Subsídios dos Agentes Penitenciários pode ir a votação no Congresso

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O Senado aprovou, na quarta-feira (16), o Projeto que renegocia as dívidas dos estados e do Distrito Federal com a União. O mesmo pode ir a votação, ainda esta semana, na Câmara dos Deputados. No Projeto, foi incluída uma emenda, negociada pelo governador Sartori/PMDB com o presidente Temer/PMDB, que contempla os estados em grandes dificuldades financeiras. Essa emenda praticamente tira dos estados a capacidade de executa qualquer política. A única política permitida aos governadores, seria o ataque aos serviços públicos e o total desmantelamento da máquina do Estado.

Implantação da Tabela de Subsídios da Segurança Pública sob riscoUm dos pontos mais preocupantes no projeto, é o que diz respeito à obrigatoriedade dos governos aprovarem legislação que posterga os reajustes, ou adequações salariais, já concedidos e ainda não implementados. Esse ponto é tudo que o governo Sartori/PMDB queria desde o início do seu mandato. Ele possibilita ao governo, postergar a implantação da Tabela de Subsídios da segurança pública, concedida no governo Tarso Genro, e que vem sendo implantada desde 2014 se encerrando em 2018. O parágrafos VI do Art. 15 diz claramente: “Postergação dos efeitos financeiros das vantagens, aumentos, reajustes ou adequações de remuneração de membros do Poder ou de órgão, de servidores e empregados públicos e militares já concedidos e ainda não implementados até a edição da lei que instituir o Plano de Recuperação”. Além disso, o parágrafo V do mesmo artigo,  acaba com o regime Jurídico Único dos servidores estaduais, suprimindo benefícios ou vantagens que não estejam previstos  no regime jurídico da União.

A aprovação desse Projeto (PL257) significará o coroamento dos ataques que o governo Sartori/PMDB vem desferindo contra os serviços públicos. Com a alegação chantagista de que o acordo é necessário para equilibrar as finanças do Estado, Sartori/PMDB vai exterminar o futuro do Rio Grande do Sul. O que ainda tem conseguido manter um mínimo de estímulo aos policiais para executar suas atribuições, é a implantação da Tabela de Subsídios. A postergação desses reajustes significará o total desmantelamento das forças de segurança pública. Se hoje vivemos uma epidemia de violência, reconhecida em todo o país, com a aprovação desse projeto, teremos uma situação insustentável.

É importante lembrar que a implantação da Tabela de Subsídios foi fruto de uma árdua negociação. Onde os policiais abriram mão de uma série de benefícios, em troca da implantação da Tabela de Subsídios. A suspensão da sua implantação, significará um rompimento desse acordo. E quando temos um rompimento unilateral de qualquer acordo, você possibilita a uma das partes a tomada de medidas extremas. É isso que acontecerá!

Pressão sobre os deputados federais

A AMAPERGS está convocando uma grande mobilização contra a aprovação do Projeto. Entre as medidas, está a possibilidade de envio de caravanas a Brasília e uma grande mobilização pela internet, para pressionar os deputados a, pelo menos, postergar a votação do Projeto para que ele possa ser melhor discutido. O governador Sartori/PMDB está em Brasília pressionando para que os deputados votem o projeto ainda esta semana.

Para enviar e-mails aos deputados, basta copiar o texto abaixo e enviar para a lista de endereços eletrônicos dos deputados. Veja o texto:

Senhor(a) deputado(a),

Está para entrar na pauta de votação da Câmara dos Deputados, o Substitutivo do Senado ao Projeto de Lei da Câmara número 54, de 2016 – Complementar (PL no 257, de 2016, na Casa de origem), que estabelece o Plano de Auxílio aos Estados e ao Distrito Federal. Esse Substitutivo, além de descaracterizar completamente o projeto aprovado Câmara dos Deputados, vai significar um total desmonte dos serviços públicos estaduais, atingindo, particularmente, a Segurança Pública. Causando, por consequência, um dramático aumento da violência.

Ao postergar os reajustes já concedidos aos servidores e proibir a realização de concurso público para recomposição do efetivo, que é o menor da história, essa proposta atinge em cheio a segurança pública e seus profissionais. Aqui no Rio Grande do Sul temos, em plena implantação, a alteração da forma de remuneração da segurança pública, que passou a receber seus vencimentos através da Tabela de Subsídios. Esse acordo foi realizado entre os trabalhadores e o governo do estado, tendo sido aprovado pela Assembleia Legislativa e transformado em lei. Quando da celebração do Acordo, os policiais abriram mão de uma série de benefícios. Com a aprovação desse projeto, esse acordo pode ser jogado no lixo, com consequências drásticas para a segurança da população.

Pelo exposto, pedimos que o senhor deputado reflita e se abstenha de colocar em votação, de forma apressada, um assunto de tamanha relevância. Pedimos a oportunidade de discutir e mostrar aos deputados o real significado desse projeto para a segurança da população e para os serviços públicos estaduais como um todo. Senhor(a) Deputado(a), o futuro dos serviços públicos estaduais está em jogo, isso não pode ser aprovado a toque de caixa. O Congresso não pode servir apenas de legitimador das políticas do governo, ele tem que exercer sua função de discutir os grandes temas da sociedade e exercer sua autonomia.

Amapergs Recebe o Secretário de Segurança RS Cezar Schirmer

Atendendo a solicitação da SSP, hoje a AMAPERGS-SINDICATO, recebeu o Secretário da Segurança Pública Cesar Schirmer. Neste encontro com a direção do sindicato, o Secretário frisou que o diálogo da AMAPERGS com a SSP será direto e a qualquer tempo, “O presidente ficará com meu celular pessoal e pode ligar sempre que achar necessário. Nosso diálogo deve ser direto e permanente, assumo o compromisso de estar sempre à disposição, mesmo que eventualmente não concordemos em algumas questões” destacou Schirmer. O Secretário Cezar Schirmer fez questão de informar ainda que em sua equipe est

A diretoria da AMAPERGS Sindicato por sua vez, registrou a inconformidade com questões como o parcelamento salarial e a instabilidade com relação ao porte de armas, além de abordar temas como a necessidade de concurso público, precariedade material e quanto o valor insignificante da FGs da SUSEPE. Por solicitação do secretário será encaminhado formalmente pedido de providências sobre importantes questões, como Nível Superior para o cargo de Agente Penitenciário Administrativo, Regulamentação da promoção dos colegas aposentados por acidente de serviço, Reposição Inflacionária da tabela de Subsídios, Insalubridade (Independentemente da ação judicial coletiva que está em curso).

Lembramos também que estamos acompanhando atentamente o cronograma de promoções, e que não aceitaremos protelações: “Pelo que acompanhamos, no início de novembro o processo deverá estar concluído, portanto esperamos e cobraremos que seja publicado tão logo finde este prazo” frisou o presiden

Outro tema que mereceu destaque foi a cobrança da publicação do Decreto Regulamentador do Porte de Armas, cuja proposta foi entregue ao secretário. “A publicação deve ser urgente, pois a recente manifestação da PGE gerou uma grande insegurança e revolta de todos” disse Flávio Berneira. O secretário se comprometeu em responder com celeridade nossos apontamentos. Não esperávamos respostas prontas, apresentamos nossa “lista” e posteriormente vão os pedidos em separado para cada pauta.

AMAPERGS|SINDICATO

Dos Servidores Penitenciários RS

#AmapergsNaLuta

DEL. SINDICAIS E DIRETORES DA AMAPERGS DELIBERAM PROXIMAS ACÕES CONTRA OS ATAQUES DO GOVERNO SARTORI/PMDB

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No dia de hoje (06) os Diretores e Delegados Sindicais da AMAPERGS Sindicato estiveram reunidos em Porto Alegre para avaliações e deliberações de ações relativas a parcelamentos de salários, crise na segurança, crise no sitema prisional gaúcho e troca de secretário de segurança. Ficou deliberado as seguintes ações:

• Solicitar reunião com Novo secretário.

• Encaminhar documento do sindicato a Superintendente exigindo uma postura e manifestações em defesa do nome da instituição e da categoria pois seu silêncio passa ideia de concordância as críticas.

• Intensificar a pressão com paralisações de três dias e crescentes a cada mês com destaque para paralisações das audiências. 

• Relizar atos todos os meses com diferentes formas de protesto (A exemplo deste que faremos quinta feira ) Ingressar com pedido de Empeachement do Sartori (Pedido já está pronto).

• Foi decidido que combateremos a dupla jornada de trabalho que se prenuncia com as.diárias voluntarias. Quanto a Greve somente se for uma inciativa conjunta com os demais servidores públicos. 

Por fim a avalização é de que apesar de mantido o parcelamento salarial o objetivo traçado o ano passado de desgastar o governo está sendo atingido, basta ver que segurança pública é a primeira prioridade da população e tema de todos os debates nas eleições municipais, o secretário da SSP caiu, e a popularidade do Sartori está abaixo da crítica o que já reflete na sua base na assembleia. É isso não é pouco diante de uma luta que é de longo prazo, de um governo sem escrúpulos e que não tem mais nada a perder.