Dando continuidade ao roteiro de visitas técnicas aos estabelecimentos prisionais, o Sindppen esteve presente na 6ª Região (Fronteira), ao longo da primeira semana de abril, por meio de seus dirigentes Sérgio Ignácio e Luis Fernando da Rosa.
Durante as visitas, os dirigentes ouviram as principais demandas dos servidores e constataram, mais uma vez, as condições precárias de trabalho nas unidades prisionais. Entre os problemas observados, destacam-se guaritas excessivamente pequenas e sem ventilação adequada, além do grave déficit de efetivo — realidade que sobrecarrega os trabalhadores e compromete a segurança do sistema.
Transferências via Simus
Os servidores manifestaram preocupação quanto à ausência de transparência nos processos de transferência, ressaltando que muitos aguardam por anos na fila após a formalização do pedido via sistema Simus. Relataram, ainda, a percepção de que solicitações mais recentes, em determinadas situações, têm sido atendidas com prioridade, o que gera insegurança e sensação de tratamento desigual.
Diante desse cenário, foi sugerido que a Polícia Penal estabeleça critérios objetivos, claros e amplamente divulgados para a análise e o deferimento das transferências. Ademais, propôs-se a adoção de políticas de priorização que contemplem servidores com filhos menores que demandem cuidados especiais de saúde, como aqueles diagnosticados com transtorno do espectro autista ou outras condições que exijam acompanhamento contínuo, possibilitando maior proximidade com suas famílias.
Analistas e técnicos administrativos da Polícia Penal
Também foram registradas manifestações expressivas de insatisfação por parte dos técnicos administrativos e analistas da Polícia Penal, que denunciam a falta de valorização na carreira após a reestruturação da instituição. A retirada da aposentadoria especial, mesmo diante do exercício de atividades de risco, é percebida como um grave retrocesso e evidencia o descompromisso com esses profissionais.
Além disso, os servidores reivindicam, de forma legítima, a implementação do nível superior na carreira, em consonância com a complexidade e a responsabilidade das funções desempenhadas – demanda que, até o momento, segue sem atendimento por parte do Estado.
Os dirigentes estiveram nos estabelecimentos prisionais de Santana do Livramento, na Central de Monitoramento Eletrônico, na Delegacia Penitenciária Regional, bem como nas unidades de Rosário do Sul e São Gabriel, onde a realidade encontrada reforça a urgência da adoção de medidas concretas.
O Sindppen seguirá percorrendo o Estado, denunciando irregularidades, cobrando providências e pressionando por mudanças efetivas. A valorização da Polícia Penal não pode mais ser adiada – trata-se de uma questão de respeito, dignidade e segurança pública.